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Vá lá. Está frio aqui.
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Gostava de descansar
depois dos acontecimentos de ontem.
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O lobo ter-me-ia matado. Foi horrível.
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Mas rasgou a garganta do agricultor
e deixou-me em paz.
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Houve mais.
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Estava lá uma mulher,
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como se fosse de porcelana
com profundos olhos azuis.
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Como se fossem de um pássaro.
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A voz dela...
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tinha os doces tons de um anjo.
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Ela falou? Que é que ela disse?
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Perguntei-lhe se eu estava a sonhar.
Ela disse que estava.
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Eu não sou louco. Tem de acreditar
em mim quando lhe conto isto.
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Não, acredito em ti.
Eu acredito em sonhos.
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Percebo.
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Esta mulher, ela tem nome?
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Ela não disse. Porquê?
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Ela pode vaguear nos meus sonhos.
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Não seria bom...
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se a pudesse chamar pelo nome
e fingir que já a conhecia?
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Esperei muito tempo
por uma mulher assim.
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Agora, dorme.
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O pássaro avisa-nos
se alguém se aproximar.
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Devo estar louco.
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Louco.