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Uma colega arranjou-me um trabalho
num bar. Sabes qual.
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E o que fazias lá?
-Era empregada de mesa.
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Um dia, o nosso chefe não veio,
e à noite apareceu um novo dono.
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Era o André.
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O Ramzes, não é?
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No início era agradável...
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Acho que me apaixonei.
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Mas ele tem uma filha doente
e ama-a muito.
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Nunca a vai deixar.
Nem a mulher.
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Eu também não posso afastar-me.
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Mesmo assim, calhou-me bem.
Podia ter sido o irmão dele.
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Não és pertence de ninguém.
Afasta-te dele.
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Afasta-te tu primeiro.
Achas que és genial?
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Que vais mudá-lo com a ajuda
dos teus dotes filosóficos?
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Pertences a ele, assim como eu.
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Stella, ouve-me.
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Acaba a tua tese de doutoramento.
Sozinha. Sem a ajuda de ninguém.
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És uma rapariga inteligente.
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Para uma prostituta?
-Não era isso que queria dizer.
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És... Eu estou...
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Verdadeiramente contente por te conhecer.
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Max, és um tipo bestial. Infelizmente
encontrámo-nos em circunstâncias difíceis.
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Vou escrever este trabalho sozinha.
Não quero comprá-la com o dinheiro dele.
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E tu, toma conta de ti.
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Fica longe de mim.
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Porra, tu não queres viver assim.
-É a minha vida e eu decido.
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Tens a certeza que queres apagar
"O papel do "Capuchinho Vermelho""?
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Tens a certeza que me queres apagar?