:46:00
E salada na mesa, batatas
e vinho no gelo.
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Uma pechincha, 69 cêntimos.
Deve estar a ficar velho.
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- O que tem tanta graça?
- Tu.
:46:11
- Queria dizer-te...
- Cortinados!
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Julgas que vim cá só para te ver?
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Espera, é melhor com velas.
Aconchegante, não é?
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Maravilhoso.
Estás a pôr isto um brinquinho.
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- O que está no saco?
- Tudo.
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- Sabes o esfregão que querias?
- Sim.
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Sobremesa. Bolo de soja.
Sem sal, sem manteiga, sem sabor.
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Um presente. De mim para ti.
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Mal posso esperar para ver o que é.
O que tem dentro?
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Ela abre o pacote do seu amante,
pensando que são doces.
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É um diamante, arrancado do olho
de um ídolo. Ela grita...
:46:49
- Um sabonete? Preciso de um banho?
- Não te atrevas!
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Isso é Chanel n° 5. Custa cinco
dólares. Vamos comê-lo à colherada.
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Às vezes, acho que o maluco
deste casal és tu!
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- Por cinco dólares, não vamos
comê-lo. - Vamos, sim.
:47:11
- Como está o teu estômago?
- Tomei o medicamento, já passou.
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- Mas não todo?
- Achas-me gorda?
:47:18
- Santo Deus, não!
- Demasiado magra?
:47:21
- És um vaso sagrado de feminilidade.
- Não podia ser mais sensual, não é?
:47:24
- Bem dito.
- Achas-me demasiado sensual?
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Acho que és um vaso misto.
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Pensando com calma,
diria que o traseiro está no ponto.
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Que belo vaso. Sinto-me um caco!
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O frango vai queimar-se.
:47:49
Já tentei dizer-te,
vais receber uma chamada interurbana.
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- De quem?
- Da tua mulher.
:47:58
Falei com ela.
Ela pediu à telefonista.