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enojou toda a humanidade.
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- Mas estou aqui pelo meu pai.
- Mas como podia saber?
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Como podia saber através desse diário...
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que o homem era o seu pai?
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11 de Outubro, a mesma data,
o mesmo lugar.
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A Cruz dos Cavaleiros
com o ramo de folhas de carvalho,
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a condecoraçäo mais alta por bravura.
Dada a poucos capitäes.
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A mesma patente,
a mesma condecoraçäo, o mesmo homem!
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Eu nem sequer me lembro.
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Näo vai matar-me. Näo pode.
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Chamou-me carniceiro.
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Matar-me näo faria de si
um carniceiro também?
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Qual é a diferença?
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Näo estaria a matar um homem.
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- Estaria a matar...
- Olhe, só fui comandante...
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até Novembro de 1943.
Depois veio outro homem.
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Krause. Ele assumiu o comando,
Kurt Krause.
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- Ele é que os matou. Näo fui eu.
- Eu sei o que você é.
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Olhe, eu concordo consigo.
Foi horrível, mas...
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näo fui eu, eu nem sequer conseguia
disparar bem.
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Se me matar,
estará a matar o homem errado.
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Você é nojento.
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Estou a dizer-lhe, foi o Krause!
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Pode dizer isso ao povo alemäo.
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- Irei dizer-lhes.
- Nem sequer vale uma bala.
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Até tenho provas do que digo,
uma mulher escreveu-me de Nova lorque.
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Só mandei lá durante 11 meses,
sem um enforcamento ou fuzilamento.
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Mas porquê?