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É outra vez a velha conversa do emprego.
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É isso?
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- Vá lá, Sigi.
- Estou cansada. Trabalhei toda a noite.
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E o teu trabalho, o que é?
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Dançar meia-nua á frente
de muitos velhotes!
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Ganho mais numa semana
do que tu num mês!
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De qualquer forma, näo säo velhotes.
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Alguns deles säo muito mais atraentes
do que tu.
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Fico muito feliz por ti.
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Acho que ninguém te pagaria
para dançares meio-nu.
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Devias ter aceitado
aquele emprego fixo no "Komet",
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assim talvez eu näo tivesse
de trabalhar no clube.
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Queres transformar-me numa abécula?
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Tu és uma abécula.
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Trabalho por conta própria.
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Näo é um emprego fixo,
mas quando ganho dinheiro,
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posso ganhar muito dinheiro.
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Gosto do meu trabalho.
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Sou consciencioso e ambicioso.
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Mas trabalho por conta própria
e näo abdico disso.
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Sabes que eu e a Monika
gostamos muito da Sigi.
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- Eu também gosto muito de ti e da Monika.
- Näo querem filhos?
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Tens muito jeito para crianças.
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Para os filhos dos outros.
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Convidaste-me para almoçar
por alguma razäo? Porque...
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se continuarmos
com esta conversa do casamento,
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pode ser o fim de uma bela amizade.
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Queria dar-te isto.
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- O que é?
- Algo para leres.
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Estava ao lado do corpo do velhote
que se matou.
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- Que tem de especial?
- Verás.
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Mas é propriedade da polícia.